Vida que segue.
Foi assim no último ano. Tantas perdas, tantas ganhos.
Partes que foram ficando, pedaços que se juntaram.
Vida nova. Mas sem uma parte fundamental.
Tem um ano que aprendi a não ter mais avós. Aqueles que adoçam a nossa vida e dão a ela a leveza de uma nuvem.
Ter avós é por algumas horas, minutos ou segundos sentir a vida como se fosse um algodão doce.
A vida fica mais dura e menos colorida quando eles vão embora. As brincadeiras de criança, as lembranças e os sabores são alterados. É um pedacinho da vida que fica na lembrança, guardado num lugar chamado infância.
Fechar os olhos e sentir o gosto de carne assada com farofa, de meus dedos deslizando por sua orelha, ouvir sonho querido de vó, lembrar de tantos adjetivos, profissões e qualidades que recebemos. Sentir as tardes maravilhosas que vivi, fazer bolinha de sabão com caule de mamoeiro, ver um cotonete e ter boas recordações. Pão doce, padeiro e pipoca, nenhuma tem mais o mesmo sabor. Tantas lembranças. Tantos sentimentos bons.
Ela se foi. Mas as lembranças nunca irão. Certeza de que tive a melhor avó (e o melhor avô). Minha infância e muitos dos dias felizes da minha vida têm endereço certo Rua Pedro de Melo, com protagonistas fundamentais, eles dois.
Eu sabia que sofreria muito pela perda dele, mas não imaginava o tamanho do meu amor por ela.
Falta um pedacinho. Mas oh pedacinho bom, que vai comigo, onde quer que eu vá e no que quer que eu faça.
domingo, 1 de março de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário