quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Amsterdam - Primeiro dia

Se do alto Amsterdam é linda, em terra firme nem se fala.

Mas, vamos a chegada.
Chegar em Amsterdam foi realmente engraçado.
Eu estava bêbada de sono, em uma cidade que não se fala nada além de inglês e holandês.
Então vocês imaginem a situação. Eu cheia de malas, sem muitas indicações de como se chegar no albergue, cheia de sono e em um lugar totalmente desconhecido.
Mas... sempre tem brasileiros perdidos por ai e DEus nunca desampara os loucos. hehehehe
Logo encontrei novamente com o Fernando (eu ainda estou na dúvida se o nome dele é esse) e um casal de brasileiros. Nos dirigimos a máquina de tickets e como Murphy me deu as mãos e os pés na viagem a máquina só aceitava cartões de crédito.
Eu e o casal nos dirigimos ao caixa e compramos um ticket. Eu não disse uma palavra para conseguir isso.
:)
Depois pegamos o trem e descemos na estação central. Até ai tudo bem.
Eu e Fernando descobrimos que tinhamos que pegar os mesmos bondes (1,2 ou 5) e ai nos separamos do casal.
O Inglês do Fernando não era muito melhor que o meu, mas ele não tinha malas e saiu pedindo informações.
O povo de Amsterdam é muito simpático e solicito. Não importa se você não fala a língua deles, eles vão te ajudar de qualquer forma.
Encontramos uma senhora bem velhinha super simpática que nos colocou dentro do bonde. O Fernando desceu dois pontos antes de mim e ai acabou minha ajuda.
Agora era eu sozinha.
Desci do bonde e logo encontrei as placas que me levariam ao albergue. Eu senti tanta raiva de mim por estar com várias malas. Levei uns bons minutos até chegar lá, a todo o momento eu tinha que descansar minhas mãos.
DEi entrada no albergue, mas o quarto só estava liberado às 14 horas. Coloquei minhas malas no locker e fui andar pela cidade.
A primeira providência foi comprar um casaco, porque além do frio eu não agüentava mais olhar para o meu companheiro de Paris.
Quantas lojas em promoção. UMA LOUCURA!Andei muito! Conheci todo o centro de Amsterdam e achei a cidade LINDA!
Almocei e depois fui na casa de Anne Frank. Gostei de lá, mas é um local triste e pesado. Como já havia lido o livro foi apenas uma complementação.
NA volta me perdi e andei muiiiito até encontrar o caminho do albergue.
Quando cheguei lá, tomei um banho, guardei minhas coisas e dei mais uma voltinha na cidade.
Eu estava muito cansada e tinha a intenção de dormir cedo, mas quando cheguei no quarto tinham umas alemãs fazendo a maior zona lá. Elas haviam acabado de chegar e ainda eram sete horas de noite.
Desci para jantar. Comidinha legal a do albergue.
Depois da janta conheci duas brasileiras de BH super gente boa a Ana e a Elisa. Conversamos um pouco e decidimos ir ao bairro da luz vermelha.
Fomos ao mercado e depois fomos para lá. Foi engraçadissimo, porque não encontrávamos o lugar. Quando encontramos foi bem legal. Super diferente da nossa cultura, mas a prostituição sendo legalizada várias coisas são evitadas.
A cada vitrine de mulher um novo comentário.
Só é injusto não existirem vitrines de homens heheheh.
VOltamos de bonde e sem querer demos calote.
O motorista do bonde não falava inglês e não cobrou o ticket. Ficamos com medo do fiscal aparecer. MAs dessa vez Murphy foi nosso amigo.
Ainda batemos um papinho no albergue e fomos dormir. Isso eram duas horas da manhã e eu havia virado a noite.
Nem preciso dizer que estava morta neh.

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